{"id":171,"date":"2025-10-02T09:32:44","date_gmt":"2025-10-02T09:32:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/?page_id=171"},"modified":"2026-02-11T12:41:11","modified_gmt":"2026-02-11T12:41:11","slug":"escola-secundaria-jaime-cortesao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/?page_id=171","title":{"rendered":"Escola Secund\u00e1ria Jaime Cortes\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Apesar de se tratar de um dos estabelecimentos de ensino mais recentes de Coimbra, a Escola Secund\u00e1ria de Jaime Cortes\u00e3o, assim designada no ano letivo de 1977\/1978, encontra-se instalada num im\u00f3vel cuja funda\u00e7\u00e3o remonta \u00e0 primeira metade do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 \u00f3bvio, s\u00e3o grandes os inconvenientes daqui resultantes para a vida escolar, os principais dos quais se traduzem na escassez e na inadequa\u00e7\u00e3o de alguns espa\u00e7os que tiveram de ser adaptados a novas fun\u00e7\u00f5es. No entanto, certo \u00e9 que deve valorizar-se o interesse hist\u00f3rico e patrimonial de uma constru\u00e7\u00e3o multissecular com caracter\u00edsticas espec\u00edficas que contribuem para a individualiza\u00e7\u00e3o da Jaime Cortes\u00e3o face \u00e0s outras escolas secund\u00e1rias da cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No decurso da sua j\u00e1 muito longa exist\u00eancia, na qual podemos considerar&nbsp;<strong>quatro fases distintas<\/strong>, este edif\u00edcio pertenceu a diferentes institui\u00e7\u00f5es e desempenhou pap\u00e9is bastante diversificados, como aqui procuramos comprovar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Breve Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a0\u00a02\u00aa FASE (1834 &#8211; 1923)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi precisamente em 1834 que se iniciou o segundo per\u00edodo da hist\u00f3ria do im\u00f3vel que, na \u00e9poca, contava j\u00e1 com cerca de dois s\u00e9culos de vida. Nesta data o Ministro liberal Joaquim Ant\u00f3nio de Aguiar, tamb\u00e9m conhecido pela popular alcunha de \u201cO Mata-Frades\u201d, decretou a extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas em Portugal e a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos respetivos bens.<\/p>\n\n\n\n<p>Significou isto que os cr\u00fazios deixaram de existir legalmente no nosso pa\u00eds, tendo passado para a posse do Estado o seu vasto patrim\u00f3nio, no qual se inclu\u00eda a casa onde, atualmente, funciona a Escola Secund\u00e1ria de Jaime Cortes\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1848, depois de algumas hesita\u00e7\u00f5es, a C\u00e2mara Municipal de Coimbra, a nova propriet\u00e1ria, deliberou utilizar o antigo&nbsp;Dormit\u00f3rio do Mosteiro de Santa Cruz&nbsp;para instalar as crian\u00e7as enjeitadas, ficando aqui instalada a Roda dos Expostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns anos mais tarde, em 1872, a&nbsp;Roda dos Expostos&nbsp;foi extinta ou antes, foi rebaptizada, surgindo no mesmo local o&nbsp;Hosp\u00edcio dos Abandonados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 depois da Implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em fevereiro de 1911, foi extinto o Hosp\u00edcio em que se transformara a Roda e criou-se, por Decreto Governamental, uma Maternidade que teria como incumb\u00eancia acolher as crian\u00e7as de tenra idade, proporcionando-lhes, gratuitamente, leite e medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em 1911, a velha constru\u00e7\u00e3o seiscentista passou a ser utilizada como Maternidade, transferindo-se a sua tutela para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>2\u00aa FASE (1834 &#8211; 1923)<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi precisamente em 1834 que se iniciou o segundo per\u00edodo da hist\u00f3ria do im\u00f3vel que, na \u00e9poca, contava j\u00e1 com cerca de dois s\u00e9culos de vida. Nesta data o Ministro liberal Joaquim Ant\u00f3nio de Aguiar, tamb\u00e9m conhecido pela popular alcunha de \u201cO Mata-Frades\u201d, decretou a extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas em Portugal e a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos respetivos bens.<\/p>\n\n\n\n<p>Significou isto que os cr\u00fazios deixaram de existir legalmente no nosso pa\u00eds, tendo passado para a posse do Estado o seu vasto patrim\u00f3nio, no qual se inclu\u00eda a casa onde, atualmente, funciona a Escola Secund\u00e1ria de Jaime Cortes\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1848, depois de algumas hesita\u00e7\u00f5es, a C\u00e2mara Municipal de Coimbra, a nova propriet\u00e1ria, deliberou utilizar o antigo&nbsp;Dormit\u00f3rio do Mosteiro de Santa Cruz&nbsp;para instalar as crian\u00e7as enjeitadas, ficando aqui instalada a Roda dos Expostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns anos mais tarde, em 1872, a&nbsp;Roda dos Expostos&nbsp;foi extinta ou antes, foi rebaptizada, surgindo no mesmo local o&nbsp;Hosp\u00edcio dos Abandonados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 depois da Implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em fevereiro de 1911, foi extinto o Hosp\u00edcio em que se transformara a Roda e criou-se, por Decreto Governamental, uma Maternidade que teria como incumb\u00eancia acolher as crian\u00e7as de tenra idade, proporcionando-lhes, gratuitamente, leite e medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em 1911, a velha constru\u00e7\u00e3o seiscentista passou a ser utilizada como Maternidade, transferindo-se a sua tutela para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3\u00aa FASE (1923 &#8211; 1958)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1923 come\u00e7ou uma nova era para o velho&nbsp;Dormit\u00f3rio Fradesco, embora a sua voca\u00e7\u00e3o human\u00edstica se mantivesse: deixou de ser uma Maternidade\/Creche, onde se cuidava do bem-estar dos seus pequenos utentes, para se transformar numa Escola onde se proporcionava forma\u00e7\u00e3o intelectual e pessoal aos alunos que a frequentavam.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estabelecimento de Ensino que veio instalar-se neste edif\u00edcio foi a Escola Industrial de Avelar Brotero, cujas depend\u00eancias, situadas junto do claustro do Jardim da Manga, haviam sido destru\u00eddas por um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es em Janeiro de 1917.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre este ano e 1923, a Avelar Brotero conheceu um per\u00edodo dif\u00edcil, porque a dist\u00e2ncia a que ficavam as oficinas (que permaneceram no Jardim da Manga, em barrac\u00f5es provis\u00f3rios) dos restantes servi\u00e7os da Escola (instalados, temporariamente, na Casa das Obras P\u00fablicas) se refletiu negativamente no rendimento dos alunos e na pr\u00f3pria frequ\u00eancia, que registou uma sens\u00edvel diminui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ultrapassar estas dificuldades que atingiam uma prestigiada institui\u00e7\u00e3o de ensino de Coimbra, o Governo determinou em abril de 1923 que a Escola de Avelar Brotero passasse a ocupar o edif\u00edcio da Maternidade, enquanto esta era transferida para a Casa das Obras P\u00fablicas, localizada no terreno onde hoje se ergue a sede da Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntamente com a Avelar Brotero foi tamb\u00e9m transferido para o antigo Dormit\u00f3rio de Santa Cruz o Instituto Industrial e Comercial de Coimbra, tendo as instala\u00e7\u00f5es sido partilhadas entre estas duas institui\u00e7\u00f5es, a Creche e a 2\u00aa Esquadra da Pol\u00edcia de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o do Instituto Industrial e Comercial de Coimbra, ocorrida em 1926, permitiu a expans\u00e3o da Escola e, ap\u00f3s v\u00e1rias dilig\u00eancias levadas a cabo pela sua Dire\u00e7\u00e3o, foi afastada, ainda em 1926, a Esquadra da Pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente em 1932 foram entregues as depend\u00eancias ocupadas pela Creche e, desta forma, p\u00f4de a Avelar Brotero alargar o seu espa\u00e7o e instalar condignamente oficinas e outros servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>A Escola Industrial e Comercial Brotero ficar\u00e1 neste edif\u00edcio at\u00e9 1958, ano em que muda para as novas instala\u00e7\u00f5es, situadas no Calhab\u00e9, uma vez que o velho edif\u00edcio j\u00e1 se revelava insuficiente face ao n\u00famero crescente de alunos que frequentavam a Escola Brotero.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4\u00aa FASE (DE 1968\/69 AOS NOSSOS DIAS)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia da Avelar Brotero para o Calhab\u00e9 n\u00e3o implicou o total abandono da sua antiga sede: no ano letivo de 1968\/69, a Escola Industrial e Comercial Brotero volta \u00e0s velhas instala\u00e7\u00f5es, nelas instalando uma Sec\u00e7\u00e3o que ministrava apenas o Curso Comercial, a chamada Sec\u00e7\u00e3o da Baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, a 1 de janeiro de 1972, o edif\u00edcio passou a ser ocupado por uma nova Escola, entretanto criada, a Escola T\u00e9cnica de Sid\u00f3nio Pais, criada pelo Decreto-lei n.\u00ba 457\/71, de 28 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 depois do 25 de abril de 1974, o Decreto-lei n.\u00ba 417\/76 altera a designa\u00e7\u00e3o de Escola T\u00e9cnica de Sid\u00f3nio Pais para Escola T\u00e9cnica de Jaime Cortes\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o aprovada em Assembleia Geral de Professores.<\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto-lei n\u00ba 80\/78, de 27 de abril, muda a designa\u00e7\u00e3o de todos os estabelecimentos do ensino secund\u00e1rio, que passam a ter a designa\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de &#8220;Escolas Secund\u00e1rias&#8221;. Deste modo a&nbsp;Escola T\u00e9cnica de Jaime Cortes\u00e3o passa a ser designada por&nbsp;Escola Secund\u00e1ria de Jaime Cortes\u00e3o, que continua a dar vida \u00e0 vetusta constru\u00e7\u00e3o e cuja hist\u00f3ria se procura dar a conhecer atrav\u00e9s destas breves linhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na atualidade, o edif\u00edcio continua a abrigar a&nbsp;Escola Secund\u00e1ria de Jaime Cortes\u00e3o, tendo sido em 2002 &#8220;devolvida&#8221; \u00e0 Escola a&nbsp;Cantina da Pol\u00edcia, que durante v\u00e1rios anos funcionou no r\u00e9s-do-ch\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de se tratar de um dos estabelecimentos de ensino mais recentes de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":174,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-171","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=171"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/171\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":172,"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/171\/revisions\/172"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/174"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aecoimbracentro.pt\/on\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}