Cravos no Peito e História na Memória
EB N.º 2 de São Silvestre celebra o 25 de Abril
Cinquenta e dois anos depois da “Revolução dos Cravos”, a liberdade voltou a desfilar, mas desta vez nos corredores da Escola Básica N.º 2 de São Silvestre. Os alunos do Agrupamento de Escolas Coimbra Centro trocaram, por momentos, os manuais escolares por uma lição viva de cidadania e história, recriando os passos decisivos que mudaram o destino de Portugal.
A jornada começou com a exibição de um vídeo educativo que retratou o contraste entre o Portugal de antes e depois de 1974. Através das imagens, os estudantes puderam compreender a importância da democracia, comparando a censura e o isolamento do Estado Novo com a conquista das liberdades individuais e sociais.
Tal como aconteceu na noite de 24 de abril de 1974, quando os militares ouviram a primeira senha nos emissores de rádio, o silêncio da escola foi interrompido pela voz de Paulo de Carvalho.
Ao som de “E depois do adeus”, os alunos abandonaram as salas de aula de forma ordenada, mimetizando a saída dos quartéis. O momento serviu para explicar o simbolismo desta canção: o sinal discreto que deu início à operação “Fim de Regime”.
A celebração atingiu o seu ponto alto nos corredores da escola. Num momento de grande simbolismo:
- A Receção: À saída, os “soldados” (alunos) foram recebidos por “vendedoras de flores”.
- O Símbolo: Seguindo o exemplo histórico de Celeste Caeiro, foram distribuídos cravos vermelhos a todos os participantes.
- O Significado: O gesto relembrou como uma flor se tornou o símbolo de uma revolução pacífica, substituindo as balas nos canos das espingardas.
“É fundamental que as novas gerações não vejam o 25 de Abril apenas como uma data no calendário, mas como um compromisso diário com a liberdade,” comentou um dos docentes envolvidos na iniciativa.
Esta iniciativa da EB N.º 2 de São Silvestre reforça o papel da escola na construção da identidade nacional e no respeito pelos valores democráticos. Entre cravos e canções, os alunos de Coimbra provaram que a memória de abril continua “viva e a cores”.
Viva a Liberdade!
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